O livro de Steve Jobs

No começo do ano fiz uma promessa que vou finalizar tudo o que começar. Isso inclui projetos de teste, leitura de livros, e qualquer outra coisa. O ano de 2011 ensinou que eu poderia ter obtido algum nível de sucesso com muita coisa que comecei, e uma delas, foi um sistema de busca de empregos que estava bem avançado e no final do ano apareceu um projeto de idéia similar, com implementação terrível, e que fez um enorme sucesso.

Com a correria da startup e da infinidade de coisas para fazer, comecei a focar em coisas mais importantes dentro de uma lista de prioridades que tenho, e entre elas, estava em ler o livro de Steve Jobs, o qual sou muito fã por diversos aspectos. Tenho uma tendência por gostar de biografias, entender um pouco as pessoas e o que elas fazem, mas esse livro realmente me fez pensar fora da caixa, tanto que tenho recomendado para diversas pessoas e até falado que todo empreendedor ou aspirante deve ler, pelas lições tiradas daquele livro.

Apesar da história ser contada em aproximadamente seiscentas páginas – um pouco extenso, o conteúdo é surpreendentemente bom e detalha os aspectos de um dos caras que mudou o mundo. Alguns aspectos que acho importante:

1- Capacidade de formar times bons – algumas passagens fala do método de seleção usado, de como as coisas funcionavam no começo da Apple, como funcionou na NeXT e na Pixar;

2- Capacidade de focar em simplicidade e nas características que tornam produtos realmente importantes. Dar atenção aos mínimos detalhes, desde sua apresentação, venda, produção, etc. Mike Markkula no começo da Apple falou de três pontos para Jobs, que podem ser aplicados em qualquer empresa:

Empatia – uma conexão íntima com os sentimento do cliente. “Nós vamos realmente entender suas necessidade melhor do que qualquer outra empresa”.

Foco – Com o objetivo de fazer um bom trabalho das coisas que decidimos fazer, devemos ignorar todas as oportunidades sem importância.

‘Imputar’ – Diz respeito ao modo como as pessoas formam uma opinião sobre uma empresa ou um produto com base nos sinais que eles transmitem. As pessoas de fato julgam um livro pela capa.
“Podemos ter o melhor produto, a qualidade mais alta, o software mais útil, etc; se o apresentarmos de uma maneira desleixada, ele será percebido como desleixado; se o apresentarmos de maneira criativa, profissional, vamos ‘imputar as qualidades desejadas.”

3- Perseverança – acreditar no que está fazendo e não medir consequências para fazer direito. Aprende-se com os erros para se fazer melhor.

4- Saber se impor nos momentos certos.

5- Analisar os concorrentes e fazer do seu produto o melhor, do ponto de vista do usuário.

6- Desenvolver capacidade de negociação e não ter medo de arregaçar as mangas e meter a mão no trabalho e nos mínimos detalhes.

7- Seguir seus extintos no momento de tomada de decisões. Saber pedir ajuda e conselhos.

8- Provocar as pessoas para que conversem, e diminuam o uso de chats ou e-mails para resolverem problemas. Esse fato é curioso que até a construção da Pixar foi pensada nisso – para fazer com que as pessoas se encontrassem dentro do escritório – isso provocava perguntas sobre “o que estão fazendo”, gerando insights e diálogos.

9- Inovar. Esse talvez seja o ponto mais alto, e que acompanha grande parte do livro. Inovação vem de pesquisa, de mudar a forma de pensar, de quebrar paradigmas.

Além de todos os pontos que citei, é legal poder conhecer mais uma empresa que iniciou em uma garagem, esteve na crista da onda, quase faliu, e tornou-se uma das mais valiosas do mundo. Além disso tem toda a história de fundação da Pixar, outra empresa que viera a mudar o cenário das animações por computador.

Se você é um cara de tecnologia, ou da área de gestão, empreendedor, ou apenas curioso, sugiro que leia o livro. Tenho certeza que sua cabeça se abrirá para outros pensamentos, da mesma forma que a minha se abriu para com a minha startup.

Bookmarksbookmark bookmark bookmark bookmark bookmark bookmark

Popularity: 12%

No Comment

Vale Presente