Coração verde e amarelo – feliz e triste

E lá se vai mais uma copa do mundo. Por incrível que possa soar para muitas pessoas, ela aconteceu e foi de arrebentar – em todos os sentidos. Claro que nem tudo foi perfeito, mas a percepção que fica é que as coisas boas superaram de longe as ruins (tirando de lado o histórico de atraso das obras, do excesso de gastos e da falta de planejamento).

Lembro-me bem dos meses que antecediam o evento, onde a hashtag #naovaitercopa aparecia para todo o lado,e as pessoas, incrédulas com a situação dos aeroportos, dos estádios, das melhorias urbanas, citavam o Brasil como o maior vexame da história. Realmente foi – em campo, apenas – com o inacreditável 7×1 para a Alemanha que me fizeram sentir humilhado como ser humano e torcedor apaixonado pelo futebol que sou. Por sorte não pude ir ao mineirão para ver tamanha decepção.

Mas a copa do mundo em si foi algo inédito, apaixonante. Tive o privilégio de assistir diversos jogos, em vários estados, e de levar familiares e amigos e participar de um evento histórico em nosso país – foi claro o exemplo de simpatia, de senso humano, de organização que vi nos estádios e nos arredores, e isso, é demonstrado claramente pela mídia – record de audiências nas redes sociais, votação dos jornalistas como melhor copa, entre outros …

Uma pena que somente após alguns jogos, muitos torcedores se mobilizaram para apoiar o evento. Talvez pelo fato de não acreditarem que a mesma estaria acontecendo. Faz parte.

Quando o brasileiro quer, as coisas acontecem. Espero que essa vontade desperte o desejo do país e dos políticos para tratar prioridades que foram deixadas de lado: investimentos em saúde, educação, transporte público, infra-estrutura, saneamento básico. E que venha o próximo grande evento: AS ELEIÇÕES.

A copa está acabando, e deixará saudades.

Uruguay e Inglaterra

Argentina e Holanda

Brasil e Colômbia

Arena Castelão

Brasil e Chile

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